Adelly Costantini
Adelly Costantini é multiartista e produtora que trabalha atravessando o circo, a dança, a performance, a infância e o espaço urbano. Formada pela Escola Nacional de Circo (2007) e pela Scuola di Cirko Vertigo, na Itália (2009), complementou sua formação em dança, teatro, performance, palhaçaria, lutas e yoga em centros de criação no Brasil, Argentina, França e Itália. Esse percurso diverso molda a artista em sua pesquisa central: criar linguagens híbridas e acessíveis que deslocam o circo para novos diálogos — com crianças, com cidades, com dramaturgias contemporâneas e com políticas de direito cultural.
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Como artista-criadora, desenvolve espetáculos que investigam a relação entre corpo, risco, imaginação e arquitetura. Entre seus trabalhos mais recentes estão ‘A primeira cena de um filme’ (circo para o espaço urbano, em circulação), Onde guardo um sonho (infantil-circo, em circulação), Mão (performance circense de intervenção urbana, em circulação), Lua Gigante, Tem formiga na cadeira (performance-vivência estreada no FIL 2023/CCBB). Suas obras já circularam por importantes festivais do país, como FIL, FIAC Bahia, Festival de Circo do Brasil, CIRCOS (SESC SP), MIMO, Sesc Pulsar, Sesc Pantanal, Centro Cultural Banco do Brasil, entre outros. Atua ainda na criação de dispositivos, plataformas e cenografias que ampliam a dramaturgia do circo, experimentando bicicletas voadoras, rampas, traquitanas, brinquedos urbanos e estruturas inventadas para cada espetáculo.
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É idealizadora e realizadora do Festival Rio no Ar, dedicado às acrobacias aéreas no espaço público, contemplado pelo FOCA e referência na cena aérea do Rio de Janeiro.
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Na direção de movimento, trabalha em circo, dança, teatro e audiovisual. Assinou a preparação corporal e a coreografia de acrobacias aéreas da novela Cara e Coragem (TV Globo) — projeto indicado ao Emmy 2023. Além das peças infantis Fábrica de Nuvens (vencedora do Prêmio CBTIJ 2024) e Planeta Lilás.
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Sua prática também atravessa a acessibilidade. Formada em audiodescrição pelo Instituto Cinema Cego da UnB, dirigiu o espetáculo Coisa de Anjo, com a artista cega Analú Farias, premiado pela Funarte Acessibilidança 2020. Coordena equipes de acessibilidade em seus projetos culturais realizados para a Cidade e Estado do Rio de Janeiro.
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Como educadora, ministra a oficina Sobe e desce, que desloca o treinamento corporal para os mobiliários urbanos do cotidiano das crianças — já apresentada em festivais como FIAC Bahia, Bienal Sesc de Dança, MIMO e Futuros – Arte e Tecnologia. Desde 2017, oferece bolsas para pessoas negras, periféricas e/ou trans, fortalecendo o acesso às práticas aéreas. Coordena o projeto Laboratório aéreo - práticas de pesquisa de movimento e processo criativo em acrobacias aéreas e dança vertical. Atua como palestrante e consultora em produção cultural na cidade do Rio de Janeiro e online.
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Entre criação, direção, produção e circulação, Adelly transita por diferentes escalas e públicos. Seu trabalho nasce da fricção entre corpo e cidade, brincadeira e técnica, invenção e política — sempre buscando modos de expandir o circo e seus encontros.




